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Se há uma qualidade literária capaz de transformar uma boa história numa memorável, é a verosimilhança.
É o elemento que dá consistência e credibilidade à ficção, pois, mesmo num mundo povoado por feiticeiras misteriosas, seres extraterrestres ou dragões dantescos, o leitor precisa de acreditar no que lê.
A este acordo tácito entre autor e leitor dá-se o nome de pacto ficcional, ou seja, o segundo aceita mergulhar no universo criado pelo primeiro, desde que tudo faça sentido.
No entanto, basta um detalhe fora do lugar para que esse contrato se quebre. Quem nunca leu uma cena e desconfiou de que ela poderia ter acontecido naquele mundo? Por vezes, são pequenas incongruências na narrativa, mas suficientes para nos arrancarem da história e lembrarem que aquilo que estamos a ler não é plausível.
Porque é que a verosimilhança é essencial na escrita de conteúdo médico?
A verosimilhança não exige precisão absoluta, mas coerência e respeito pelo mundo que o autor criou, seja qual for o tema: medicina ou qualquer outra área técnica. Afinal, muitos leitores têm experiência direta com doenças, hospitais ou profissionais de saúde, e percebem facilmente quando algo não é consistente. Além disso, a maneira como os escritores retratam certos temas de saúde pode ter um impacto significativo na vida das pessoas que os leem.
Como escrever cenas médicas verosímeis, mesmo não sendo profissional de saúde?
- Pesquisa em fontes fidedignas. Recolhe informação com critério e recorre a este tipo de fontes confiáveis:
- Sites de entidades de saúde governamentais (National Health System, World Health Organization, etc.)
- Sites de sociedades de especialidades médicas
- Sites de instituições médicas com reputação (Mayo Clinic, Cleveland Clinic, etc.)
- Revistas científicas
- Usa o que já sabes. A tua experiência pessoal com os cuidados de saúde é uma ferramenta poderosa. Usa-a para introduzires descrições visuais, sonoras ou até para demonstrares sentimentos e contruíres personagens complexas.
- Conversa com profissionais de saúde que conheças. Um breve diálogo com um médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, etc., pode poupar-te horas de pesquisa e evitar erros. Aproveita para tirar dúvidas não só sobre factos técnicos, mas também sobre o ambiente — de uma urgência, de um consultório, etc. — e sobre os papéis dos diferentes profissionais.
- Pede ajuda especializada. Se a tua história envolve várias cenas médicas, conceitos complexos ou um enredo centrado numa doença, procurar uma consultoria especializada em conteúdo médico pode garantir um processo de escrita mais célere e um texto realmente sólido.
No fim de contas, a verosimilhança é o que sustenta a magia da escrita. É o que permite ao leitor esquecer-se de que está a ler e sentir que conhece as personagens e vive a história. Quando um escritor respeita a realidade que criou na sua mente, faz nascer uma ligação mais profunda e duradoura com quem o lê.
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